A situação econômica brasileira com a taxa de juros alta, Selic em 13,75% ao ano e os crescentes saques da poupança levaram aos bancos a aumentarem a taxa de financeiro imobiliário nas últimas semanas.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!E desde o segundo semestre do ano, a taxa média de juros do crédito imobiliário chegou aos dois dígitos, e inesperadamente, continua a subir, chegando a 10,74%. E segundo o Banco Central, essa taxa, em 2022 e 2021 respectivamente, chegaram a 9,41% e 6,98% durante o mesmo período.
A situação que poderia ser atípica, tem se tornando comum e levando um sinal de alerta para as incorporadoras imobiliárias, as quais já esperam dificuldades nas vendas, que tendem a se tornar mais demoradas, especialmente os imóveis de médio e alto padrão. Devido ao receio dos compradores por parte dos financeiros que se tornam cada vez mais caros, por exemplo, um financeiro de R$ 500 mil encarece em mais de R$ 70 mil reais.
Como tudo isso aconteceu
Desde o final do ano passado, as expectativas eram de uma desaceleração no setor. Dados da CBIC afirmaram a diminuição do lançamento de imóveis logo no quarto trimestre comparado com 2021. Enquanto as vendas de imóveis caíram 9,6% no quatro trimestre.
Alta nas taxas
Os três maiores bancos do Brasil; Itaú, Santander e Bradesco, aumentaram em fevereiro a taxa de financeiro imobiliário em 0,5 percentual. Enquanto Banco do Brasil e a Caixa, mantiveram suas taxas ainda inalteradas.
Mas quais são os motivos para o aumento dessas taxas?
Explicando de uma forma simples; Além da taxa Selic que vem sofrendo aumentos nos últimos tempo, os bancos costumam conseguir dinheiro para financiamento através de recursos como as poupanças, as quais vem sofrendo saques ao longo do ano passado. E, por isso, para continuar obtendo dinheiro para ser investido e não parar de emprestar, se faz necessário buscar novas “rotas” na obtenção de recursos.
E uma das novas rotas foi buscar em outros setores como as letras de crédito (LCIs e LIGs) e os certificados de recebíveis, porém são opções mais caras.
Melhor momento para comprar um imóvel
Especialistas, afirmam que com esse cenário, o mais recomendável seria adiar por um tempo a compra do novo imóvel.
Entretanto, deve-se considerar alguns pontos como: se a mesma taxa é mantida do início ao fim ou se sofre variação no contrato. Esse tipo de acordo é extremamente importante para manter uma gestão financeira do comprador.
Incorporadoras pedem mais crédito
A Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) encaminhou uma proposta ao Banco Central, solicitando uma redução de 5 pontos percentuais no compulsório bancário a fim de direcionar o dinheiro para os financiamentos imobiliário.
Tal prática permitiria injetar R$ 38 bilhões no mercado imobiliário e os bancos continuariam tendo um “funding” para atingir o mesmo valor de financiamento do ano passado.
Entretanto, esse acordo somente seria válido para os imóveis novos sob a alegação que isso iria permitir a criação de 900 mil empregos e R$ 10 bilhões em impostos.
A proposta foi entregue e a associação aguarda uma resposta final.
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